Quando a última estrofe não mais tocar o papel,
E as palavras, como aves, não voarem em versos,
Será o fim da poesia, do seu doce mel,
Restara apenas a morte de todos , dispersos.
Assim como o sol se põe no horizonte dourado,
No ocaso da vida, o derradeiro suspiro soará,
E tudo o que foi será apenas um eco apagado,
Nas páginas do ultimo verso que o vento levará.
Mas na penumbra do fim, há um mistério profundo,
Pois na morte, como na poesia, há uma nova criação,
Onde o fim e o começo se entrelaçam no mundo,
E na eternidade, encontramos a ressurreição.
Assim, na finitude da vida e da poesia, entendemos,
Que em cada fim, há um novo poema que escrevemos.
Sem comentários:
Enviar um comentário